Telexciting




Se há coisa que gosto em ser professor universitário, é o publico-alvo.
Poder observar mulheres no seu pico, lindas de morrer, capazes de derreter gelo com o olhar.
Aula após aula, semestre após semestre, de tudo vejo, e o olhar consolo. Às vezes, pequenas pérolas aparecem, com aquele olhar felino, que penetra a alma, às vezes, por detrás de um par de óculos, outras com decotes que fariam corar o bispo mais decoroso, ou com curvas capazes de despistar o piloto mais hábil.
Este ano, ela foi quem me prendeu o olhar e tem um quê de destemido, na maneira como me responde, na maneira quase mordaz como marca território. Às vezes, julgo que o faz para me provocar, mas acho que é natural, quantas histórias não ouvi já no gabinete sobre algumas safadas.
Mas este semestre já me lixaram. Se havia coisa que me deixava duro, por debaixo da mesa, era a maneira como ela me olhava, enquanto eu tentava explicar as dicotomias das relações internacionais entre economias concorrentes, com um toque de timidez lasciva, que me fazem desviar o olhar para não dar nas vistas. Eu bem que gostava que ela tivesse mais dúvidas do que tem, e que eu não tivesse colega de gabinete, esse azar persistente. Agora, com esta peste moderna a que chamam de COVID-19, o fim  das aulas presenciais. Foi aí que fiquei desolado. Não há cá mais cabelo apanhado justo à cabeça, com umas leggings bem apertadas e hoodie, de manhã cedo, nem jeans bem justos, com uma camisa com o decote bem vincado, com aqueles soutiens rendados sempre a espreitar. Que porra, pensei eu, mais outra complicação com este virús!
Agora só um ecrã com 16 caras meio desfocadas, tudo muito profissional, tudo muito fino, seco como o deserto.
Até que....
Completamente fora da hora, nem reparei, mas tinha o programa ligado no portátil, e ela ficou online.
“Boa noite, Professor!”, ouvi do outro lado.
Aquele tom rouco é imediatamente reconhecível. 
“Boa noite! Tudo bem? Precisa de algo?”, respondi, imediatamente, quase ansioso, diria.
Olho para o monitor. Até paro. Será que isto é uma partida?
Está de robe, com o decote quase todo visível, com os contornos dos seios bem marcados. Coloco-a em ecrã inteiro, fico duro quase instantaneamente.
“Sim, professor. Fiquei com dúvidas na matéria sobre a Ásia!”, disse.
“Então, foi um trecho tão curto, julgava ter sido bastante claro! Decerto estava atenta a outra coisa.”, digo, muito profissional, tentando esconder o facto de que me estava a massajar discretamente.
“Pois, devia estar a pensar noutra coisa, professor, sabe como é, a cabeça vagueia por mil sítios ao mesmo tempo.”, diz ela, com o olhar mais safado que já lhe vi.
“Não me diga você que isto é assim tão desinteressante! Olhe que tenho muito que lhe gostava de ensinar!”
Nem sei como me saiu isto da boca. Raios. Será que ela percebeu alguma coisa? Não deve ter percebido, eu estou sempre tão profissional, ela decerto percebeu bem.
“Ah... hmmmm”, ouço do outro lado. “Também gostava de aprender mais.”, diz, enquanto desata o robe, deixando o peito com um daqueles soutiens rendados completamente à mostra.
Cai-me tudo. A sério? Se mais alguém está a ver isto, tenho a carreira lixada. Estou perante um pedaço de pecado destes, será que ela quer mesmo?
“Então?”, mudo a postura, fico mais rendido a isto. “Que quer a menina, em especial?”
“Tudo, mas especialmente, a si.”, diz-me, enquanto começa a tirar o soutien, desvendando mamas arredondadas, mesmo a pedir as minhas mãos nelas.
“E quando?” respondo, rapidamente, quase como um menino numa loja de doces, impaciente.
“Em breve.” diz, enquanto massaja com uma mão, o sexo dela, e se acaricia com a outra.
“Desejo esse momento em breve.”, enquanto me masturbo, de tão duro estar.
Silêncio nas palavras durante alguns momentos, enquanto nos masturbamos. “Isto é de loucos”, penso, “Se sou apanhado, estrago a vida”, enquanto me aproximo do orgasmo.
Ouço-a do outro lado, está perto também.
Já está, arrumo o pénis. Ela claramente também já acabou esta aula.
“E agora?”, pergunto, com sorriso de maroto apanhado.
“Agora? Agora, nada. Até amanhã, professor! Boa noite.”

- Marco (thank you my friend)

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