Don't let your dreams come true - part 2




Afastei-o.
Mas ele sabia que queria, voltou a aproximar-se, fechei os olhos, colocou a mão na minha face acariciando-a, sentia a sua respiração cada vez mais perto de mim, cada vez mais pesada e acelerada.

E foi então que...

Ouvi bater à porta, ele respirou fundo e revirou os olhos, afastando-se de mim e recostando-se na cadeira.
- Quem é? - perguntei para que me ouvissem do outro lado da porta. Niguém respondeu.
- Estava à espera de alguém? - perguntou-me. Abanei a cabeça dizendo que não.
- Quem é? - voltei a perguntar desta vez mais junto da porta.
- Carteiro - responderam do outro lado. 
Olhámos um para o outro e rimos ao mesmo tempo que nos sentimos aliviados.
Abri a porta, assinei o papel, fechei e voltei a sentar-me junto dele.
- Onde é que íamos? - perguntou-me a sorrir.
- Humm... não sei.
Engoliu em seco, apoximou-se de novo da minha cara. Mordi o lábio.
- Não me provoque dessa maneira - disse-me.
Voltei a morder o lábio.
Parecia que lhe tinha dado um ataque de fúria. Agarrou-me bruscamente, sentou-me em cima da mesa, a sua respiração morna estava cada vez mais perto de mim, ele encostou os lábios perto do canto da minha boca, e foi deslizando, suavemente, até os seus lábios encontrarem os meus. Ele fez com que se tocassem sem nos beijarmos. Deslizou-os sobre os meus algumas vezes como se quisesse decorar cada milímetro deles.
Finalmente as nossas bocas voltaram a encontrar-se num beijo lento, suave e intenso... deixei-me levar.
Puxou-me para junto do seu corpo.
- Quarto? - perguntou-me. Agarrou-me pelas nádegas e levou-me ao colo enquanto lhe indicava o caminho.
Abriu a porta, encostou-me à parede, prendi as pernas ao corpo dele, levantou-me os braços e começou a beijar-me o pescoço.
Sentia o meu corpo a fraquejar, se quisesse fugir dele, já não tinha força.
Ouvi o fecho das calças dele a abrirem e senti-as caírem pelas suas coxas. As minhas mãos continuavam presas por cima da minha cabeça.
Soltei as pernas do corpo dele e depois de ter os pés assentes no chão, fiz pressão nas mãos para que me soltasse. Soltou-me e empurrei-o.
Desabotoei-lhe a camisa enquanto ele me tirava a camisola. Empurrei-o mais um pouco fazendo-o cair na cama, andei na direção dele, subi e meti uma perna de cada lado do seu corpo.
Agarrou-me pelos braços e inverteu a posição.
Ficou por cima mostrando-me quem manda.
Com um dedo fez deslizar a alça do meu soutien, tirando-a do meu ombro, beijando-o e mordendo-o suavemente, fazendo-me estremecer. Deslizou os lábios desde o meu pescoço até à minha boca, mas em vez de me beijar, mordeu o meu lábio inferior. Fiz deslizar as minhas unhas, com cuidado para não marcar, pelas suas costas. Estremeceu e olhou-me maliciosamente.
Voltou a descer a boca pelo meu pescoço, até aos meus seios beijando-os. Com uma mão tirou-me as cuecas. Pôs-se de pé tirou os boxers enquanto apreciava cada movimento dele. 
Voltou imediatamente para cima de mim.
Percorreu o meu corpo com os dedos e os lábios, parou perto do umbigo.
- Tem a certeza - perguntou-me.
Não respondi, limitei-me a segurá-lo pelo cabelo, fazendo-o voltar a encostar os lábios ao meu corpo enquanto me apalpavas os seios com as mãos.
Foi descendo a boca até que a sua cabeça desapareceu no meio das minhas pernas. Engoli em seco, pela milésima vez a minha respiração começou a acelerar, agarrava-lhe o cabelo cada vez com mais força. Senti-me quase a atingir o orgasmo.
- Vou-me... - tentei balbuciar, mas ele tapou-me a pouco com uma mão e continua a saborear o meu sexo, comecei a contorcer-me de baixo dele, mais e mais até que me vim.
- Espero que ainda tenha forças - disse-me.
Olhei para ele com ar de pânico, mas ainda cheia de tesão. Esbocei um sorriso.
Olhou-me nos olhos e disse:
- Eu disse-lhe que íamos precisar de um bom par de horas!

Fiz deslizar o meu corpo para cima do dele, aproximou a boca a minha e mordeu-me o lábio. Olha para mim com aquela expressão de malícia pura e dura.
Tentou beijar-me e afastei-o.
- Agora quem manda sou eu! - sussurrei-lhe ao ouvido antes de lhe começar a depositar beijos no seu pescoço, descendo pelo corpo dele. 
Cheguei finalmente ao membro dele, apertando-o e chupando-o. Soltou um pequeno gemido. Larguei e voltei a apertar com mais força, o que o levou a soltar de novo um gemido, mas mais alto. Comecei a movimentar a mão para cima e para baixo acompanhando o movimento com a boca.
A respiração dele começou a acelerar, sentia-o a controlar-se para não se vir, aumentei a intensidade dos movimentos até ele não se conseguir controlar mais e vir-se diretamente na minha boca. 
Olhou-me nos olhos, puxou-me em direção a ele e beijou-me, saboreando-nos.

Levantei-me e dirigi-me para a casa de banho, olhou para mim com um ar confuso.
- Vens? - perguntei-lhe.
- Já me tratas por tu? - perguntou enquanto se levanta e se dirigia para mim.
Encolhi os ombros.
Entrámos no duche e ficámos a olhar um para o outro enquanto a água escorria pelo nosso corpo. 
Levou as mãos à minha cintura, virou-me de costas para ele, levantou-me os braços e encostou-os à parede molhada.
Beijou-me o pescoço, as costas e os braços. Senti um dedo no meu clítoris e de seguida dois dedos a entrarem dentro de mim. Gemi.
Afastou-me as pernas e penetrou-me de uma só vez.
Comecei a soltar gemidos cada vez mais altos e ele parou.
Foda-se que frustração, tem sempre de mostrar quem manda.
Virou-me de frente para ele e olhei-o com raiva por não me deixar ter um orgasmo.
Mordeu-me os lábios e depois os mamilos.
Voltou a passar a mão pelo meu sexo, encostou-lhe a cabecinha do seu membro, fazendo-o movimentar-se para cima e para baixo.
Não falta muito para nos virmos.
Voltou a entrar dentro de mim, suavemente, aumentando a intensidade de cada investida e apertando os meus mamilos cada vez com mais força.
Procurou os meus lábios, beijou-me intensamente, mordeu o meu lábio inferior e atingimos o orgasmo.
Terminámos o banho.
Vestiu-se e seguiu em direção à porta.
- Depois volto para acabar o café e vir buscar o livro! - disse-me enquanto saía.

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