Escala
- “Salade or Pasta?”
- “Pasta” – respondi ao comissário de bordo
Não sou apreciadora de comida de avião, mas numa viagem deste calibre tinha mesmo de ser, e massa, de entre tudo o que existe, sempre é a opção mais razoável.
Sinto-me exausta, precisava que diminuissem as luzes do avião para dormir um pouco.
Recosto o banco, meto uma mantinha da companhia aérea por cima das pernas e viro-me de lado na expectativa de conseguir adormecer.
Reparo no passageiro que está do outro lado do corredor mesmo ao lado do meu banco, veste um fato preto, usa uma barba bem aparada e parece estar tranquilo a ler o seu livro.
Meto as minhas mãos por baixo da manta e continuo a observá-lo com atenção enquanto a minha mão desliza por baixo das leggings e começo a fazer pequenos movimentos no meu clitóris, na expectativa de que ele se aperceba do que estou a fazer e me queira foder mesmo ali.
Continuo a olhar para ele deixando que a minha mente seja assaltada por pensamento mais obscenos, daqui não sei o que ele lê, mas faz caras estranhas a cada página que vira, não lhe sinto cheiro a perfume, mas vejo o volume que se encontra dentro das suas calças, atrevo-me a dizer que é um pau com cerca de dezoito cêntimetros, com a cabecinha saliente e uma erecção um bocadinho curva e enquanto penso no que se encontra ali dentro, passo os meus dedos pela minha vagina e sinto-me toda molhada.
Quem me dera que ele agora acabasse a leitura e apagasse a luz que se encontra por cima dele para eu poder morder a costa da minha mão para controlar os gemidos que tendem a querer sair, já que a respiração ofegante teima em não se manter regular.
Movo-me no banco de modo a ficar mais encolhida para não repararem nos movimentos das minhas mãos que insistem em tornarem-se frenéticas lá em baixo e é no momento em que arregalo os olhos e mordo o lábio que ele desvia o olhar na minha direção.
Volto a mim, olho para ele e reparo que ele tenta decifrar os movimentos por baixo da manta, coro e observo-o como se o quisesse comer mesmo ali, estou toda molhada melhor dizendo parece que corre um rio dentro de mim. Ele apercebe-se do que está a acontecer e afaga o membro dele que se encontra dentro das calças.
Reparo no que ele fez, endireito-me no banco para que ele tente perceber melhor os movimentos que ocorrem entre as minhas pernas debaixo da manta. Levanto as pernas, apoio os pés no banco da frente e abro as um pouco de modo a sentir aminha vagina por completo.
Ele apercebe-se da minha provocação recosta-se no banco, abre o botão e o fecho das calças, inclina a cabeça, fecha os olhos e toca-se (quem me dera estar dentro da sua cabeça ou perceber que pensamentos lhe assolam a mente).
Ele pára e tira a mão de dentro das calças, reparo que o volume que se encontrava anteriormente dentro das calças dele aumentou consideravelmente. Levanta um abraço e apaga a luz que continuava acesa apesar dele já não estar a ler há alguns minutos, observo-o na escuridão, as luzes de presença estão acesas.
Olho para ele e sorrio safadamente.
Já devia ter dormido, falta uma hora para aterrarmos, vou fazer escala. Que se lixe o sono, tenho tempo.
Continuo a masturbar o meu clit com lentos movimentos circulares que, às vezes, parecem que aumentam de velocidade quando sinto que estou prestes a atingir o orgasmo.
Ele levanta-se para ir à casa de banho, ao virar-se há uma trepidação, o avião abana toda ele agarra-se ao braço do meu banco eu agarro na mão dele e levo-a até entre as minhas pernas, ele sente o quão excitada e molhada estou. Precisamos de nos foder.
As luzes acendem e ele tira a mão bem rápido.
“Senhor passageiros, estamos prestes a aterrar, pedimos que ocupem os vossos lugares e apertem os cintos”.
Continua…
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