Foder ou Amar?
Chegou ao bar. Sentou-se na mesa
com alguns amigos e, antes mesmo de cumprimentá-los, recebeu um copo de cerveja
gelada, servida por um rapaz apressado. Entre conversas distraídas, risadas e
goles, avistou na mesa ao lado alguém que roubou a sua atenção e, sem hesitar, enviou-lhe
sinais que ele soube interpretar.
Saíram.
Ela não desejava romance, nem ele.
Quando a porta se fechou e isolou
aquele quarto de motel, ele conseguiu sentir o coração dela disparar. Deixou a
vergonha do lado de fora e, com os olhos, ela requisitou submissão. Ele agarrou-a com força pela cintura e atirou os corpos deles para cima do colchão.
Começou a beijar-lhe o pescoço e
ela retribuiu enfiando a mão por baixo dos seus boxers, acariciando num movimento
constante, para cima e para baixo. Desabotoou, quase a rasgar, a camisa dele com a outra mão e beijou-lhe o peito e depois a barriga. De joelhos, tirou-lhe
os boxers, primeiro apreciou o gosto lambendo bem devagar, depois, beijou e
chupou com vontade, olhos nos olhos.
Ele, concentrado para não se vir,
agarrou no pescoço dela, puxou-a em direção à sua boca e colocou-a novamente
sobre a cama.
Atirou a blusa dela para um
canto, tirou-lhe as calças com entusiasmos. Colocou a mão sobre as cuequinhas
dela, acariciando-a com o dedo do meio, sem a penetrar. Ela contorcia-se e ele enfiou o dedo. Ela chovia por dentro. Ele lambeu provou o gosto dela. Olhou-a nos
olhos, deu-lhe leves mordidas no pescoço, enquanto lhe apertava os seios e a
foi beijando da boca até à barriga. Passava os lábios pelas suas coxas e o
corpo dela tremia, abrindo as pernas, cada vez mais, como se implorasse por uma
chupada.
Ele atendeu-lhe o pedido e tirou-lhe
as cuecas encharcadas de suor e prazer.
Sem medo, enfiou a cara, o dedo e
a língua, depois, meteu-a de barriga para baixo e penetrou-a fundo. Ela
agradecia com gemidos sinceros e, ele, aumentava o ritmo. Deu-lhe uma palmada na
nádega com força e apertou-a e, amortecida pelo álcool, ela exigiu mais. Ele
continuou a bater, apertar e enfiar, até que, os dois corpos tremeram de
êxtase.
Ele entrou na casa de banho,
caminhou sobre a ponta dos pés em direção à banheira e, sem tirar a bijuteria,
tomou um duche morno. Retornou ao quarto despida, com o rímel borratado e
parecia que já tinha recuperado o fôlego após o orgasmo. Vestiu as cuequinhas
pretas um pouco transparentes, vestiu as calças e saiu, deixando-o com a sensação
de que: às vezes, foder pode ser tão bom
quanto fazer amor!

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