A mesa de poker!



Estava a voltar para casa depois de uma noite não muito empolgante de sexta-feira. As mesmas músicas, as mesmas pessoas, as mesmas conversas, nem sei como é que demorei tanto tempo a vir embora. 
Passei em frente a um estabelecimento que eu nem sabia bem o que era. Já tinha visto ali alguma movimentação, mas nunca tinha visto mulheres, portanto, pensava que era um bar de strip ou algo do género.
Vi que a luz estava acesa e lá dentro estava um homem a arrumar as coisas, ouvia cadeiras a arrastar. De repente a porta abre e ele sai, traz consigo vários cinzeiros os quais despeja dentro de um vaso com uma planta.
'Olha só que insensível, vai matar a planta' - pensei eu - foi exatamente nesse momento que me veio um cheiro bastante familiar.
- Hugo Boss - disse, um pouco mais alto do que devia. Ele levantou a cabeça, olhou-me nos olhos e sorriu. E que sorriso ele tinha. Ele era lindo, era alto e musculado, cerca de quarenta anos, charmoso, um homem mesmo e não esses meninos das discotecas.
- Aqui dentro o cheiro é mais intenso - disse-me e fez sinal com a mão para que entrasse. Que cavalheiro!
Eu não devia entrar, mas queria. Era capaz de ficar horas a sentir o cheiro daquele perfume. Aceitei o convite.
Passei pela porta e senti o calor do corpo dele atrás do meu. Arrepiei-me toda.
Havia algumas lâmpadas acesas, algumas mesas de jogos com aqueles tecidos verdes. Parecia-me ser uma sala de jogos de poker que além de cheirar ao perfume dele cheirava a charuto. Delicioso!
Senti calor mais perto de mim. Era ele. Passou a mão no meu braço, como se o alisasse. Tinha as mãos quentes. Todo ele parecia quente. Excitou-me na hora e foi aí que senti que ele podia fazer com que a minha noite valesse a pena.
Viro-me para ele, e ele olha-me fixamente. Estou toda arrepiada. Quero-o! Parece que ele estava à minha espera a noite toda e eu à espera dele.
Levantou-me o vestido preto e pegou-me ao colo. Abraço-me a ele com as pernas e sinto o seu sexo duro. Enquanto nos beijamos, pressiono o meu corpo contra o dele, seguro-o no pescoço e rebolo em cima do pau dele. 
Ele meteu a cara no meu decote, entre os meios seios. Sinto o perfume dele. Estou sem soutien, ele pode senti-los facilmente. Puxa a minha alça esquerda para o lado, expõe o meu seio e começa a chupá-lo e a lambê-lo, quase que o mete todo dentro da boca. A língua dele a mexer no meu mamilo para cima e para baixo faz com que sinta a minha vagina a ter espasmos. Quero-o dentro de mim agora. 
Ele anda e mete-se sobre a mesa de poker. Quero continuar a beijá-lo, mas ele deita-me sobre as fichas e as cartas espalhadas sobre a mesa, sobe mais o meu vestido e dá um beijo sobre o meu sexo, que estava coberto com as cuequinhas e os collants, ainda assim, conseguiu sentir-me húmida. Começo a despir os collants e as cuecas, ele ajuda-me com os sapatos, fico só com o vestido, mas com os seios de fora. 
Finalmente a boca dele vem ao encontro da minha, mas por pouco tempo, passa direto para a minha xoxota que implora por ele, lambe-me toda e suga o meu líquido. Consigo ouvi-lo a engolir. A língua ágil dele a tentar entrar em mim, subindo os pequenos lábios, fazendo círculos à velocidade exata. Prendo a cabeça dele com as coxas e começo a rebolar na boca dele, consigo sentir a barba a roçar em mim. Seguro nos meus seios e acaricio os meus próprios mamilos. Ele concentra a língua no meu clítoris sensível e enfia dois dedos dentro de mim, começa a pôr e a tirar os dedos sem para com a língua... põe, tira, põe, tira... 
Abre as calças, baixa os boxers e lá está o pau dele ansioso por mim. Repouso as minhas pernas sobre os seus ombros e ele penetra-me devagar, põe, tira, põe, tira enquanto me olha nos olhos e o olhar dele transborda tesão.
Ele penetra-me mais rápido e segura nos meus seios que balançam para cima e para baixo. 
Começo a gemer e tento agarrar-me a alguma coisa, deixo cair algumas cartas no chão enquanto tento encontrar a beira da mesa. Ele faz all-in em mim como se eu fosse a última mulher à face de terra e eu aposto nele como se ele fosse o meu primeiro homem.
Estou ofegante, o cheiro dele, o meu coração acelerado, quero que ele continue nesta velocidade, quero continuar a sentir este prazer, mas também quero o orgasmo.
Ele para, abre-me as pernas, sobe para a mesa e beija-me, um beijo longo pata quem está ofegante. Quase que desmorono por dentro.
Tiro-lhe a camisa e ele mete-me ao seu colo sem me penetrar. Acaricio aquele pau molhado de mim enquanto nos beijamos e ele me tira o vestido por cima.
Viro-me de bruços na mesa e fico de quatro para ele. Ele tira-me algumas fichas que ficaram coladas ao meu rabo. Ele segura-me pela cintura e penetra-me por inteiro, investidas fortes, intensas e rápidas. Com a outra mão acaricia rápido o meu clit. Tanto prazer! Ele aumenta a velocidade e eu não aguento mais, atinjo o orgasmo e ele não para, nem com a pila nem com a mão. Contorço-me na mesa, espalho mais fichas pelo chão. Não aguento mais, mas ao mesmo tempo eu quero mais, preciso de mais! 
Chego ao meu máximo e venho-me outra vez para ele, com mais intensidade. Tranco a respiração, ele tem o meu líquido na mão, no pénis, na mesa, nas fichas e nas cartas que sobraram. As minhas pernas tremem, o meu corpo treme. Estou de rastos! Molho o tecido verde que todas as noites presencia apostas e, esta noite, é a prova do prémio ao vencedor.
Ele adorou o meu squirt, veio-se precisamente ao mesmo tempo, em cima de mim.
O nosso prazer foi posto em jogo e ambos saímos vitoriosos. 
Aquela mesa de poker testemunhou o jogo mais sujo e mais verdadeiro de todos.
Já não cheirava a Hugo Boss. Cheirava a sexo!

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