Simulação sexual


Entrámos e lá estava ele sentado no topo da mesa, computador aberto, ar descontraído mas importante, prontinho para nos bombardear com perguntas.
Primeira pergunta... era suposto eu responder, tinha o coração a sair-me pela boca quando o que devia mesmo sair eram as palavras. Merda não consigo dizer nada, sinto-me tão frustada, só pensava em tudo o que podia fazer naquela mesa de reuniões com ele mas não podia fazer nada com elas ali, o meu papel era responder às perguntas e torná-lo um potencial cliente.
Do nada elas levantaram-se pediram licença e saíram, tinha-se esquecido do código.
Fiquei pior do que já estava, como é que puderam deixar-me ali, sozinha, a olhar para ele e sem me sair uma palavra da boca. Respirei fundo, comecei a olhar para os papéis e as palavras começaram a surgir, ainda que tremidas.
Estava encaminhada nas minhas respostas os nervos pareciam ter-se sucumbido, senti uma cadeira a mover-se e ele a caminhar na minha direção:
- Verdadeiramente, podíamos simular outra consulta!- Ahn? Outra? Como assim? Esta já me está a dar problemas suficientes. E elas que nunca mais veem – meteu a mão por cima da minha perna acariciando-a e deu-me um beijo no canto da boa. As minhas pernas estremeceram toda eu tremia com o que ele ia fazer a seguir.
Ouvimos vozes e ele retornou ao seu lugar como se nada se tivesse passado.
Fez outra pergunta e lá fomos respondendo, olhava-me com um ar de quem diz “vou-te comer!” em vez de me dar certezas de que o que dizíamos estava correto.
Não conseguia encará-lo.
Finalmente acabou!
Saímos.
Já todos se tinham ido embora.
Quando estou para entrar no carro sinto uma mão tocar-me nas costas. Virei-me assustada, era ele. Foda-se e agora?
Beijou-me, encaminhou-me para o carro dele, abriu a porta e entrámos.
- E se nos apanham? – perguntei eu
- Se alguém aqui vier, dizemos que estamos a fazer uma simulação sexual no carro – riu-se à gargalhada como se tivesse piada.
- Chamas a isto simulação?
- Verdadeiramente, nada do que aqui se passar será simulado.
Deitou-me, tirou-me as calças, a camisola, o soutien. Tirei-lhe a gravata, a camisa, desabotoei-lhe as calças.
Beijámos-nos.
Fiz com que se senta-se e sentei-me por cima dele. Pegou no sexo dele deixando-o completamente direito e enfiou-o dentro de mim lentamente, conseguia sentir cada centímetro dele.
Não podíamos demorar. Estava alguém a passear do lado de fora e chegou perto do carro. Enterrei a cabeça dele nos meus seios e controlei os movimentos para que não se nota-se que estávamos lá dentro.
Havia tanta adrenalina como tesão, queria gemer e como não podia cravei os dentes no ombro dele.
Ele começou a aumentar a intensidade das penetrações, apertou-me contra ele, soltei um gemido bem baixinho, beijou-me e atingimos o orgasmo.

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