Teorias!
Entrei e lá estava ele encostado à parede, camisa azul. Sentei-me perto dele não porque queria mas porque tinha de ser. Sentia o sangue a percorrer as minhas veias de uma ponta à outra e o calor que se fazia sentir não ajudava. As minhas pernas tremiam por saber que ele estava atrás de mim. Que vontade de despir aquele casaco, desabotoar a camisa botão a botão e descobrir o que estava por baixo. Fechar as cortinas e beijá-lo, sem que no meio de tanta gente ninguém visse. Foi-se embora. O calor mata-o eu sei, mas é a minha deixa para lhe dizer um olá diferente na expectativa que ele não volte. A merda é que voltou... a sorrir para os colegas com aqueles dentes brancos que se vêm a quilómetros, ele podia estar a sorrir na China que eu aqui conseguia ver, de qualquer maneira, não posso deixar-me intimidar, sentou-se do outro lado da sala. Podia-se ter sentado ao pé de mim, mas era muita pressão, toda eu ia tremer, suar, e querer, das duas umas, fugir ou deixar...