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Mostrando postagens de março, 2019

Teorias!

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Entrei e lá estava ele encostado à parede, camisa azul. Sentei-me perto dele não porque queria mas porque tinha de ser. Sentia o sangue a percorrer as minhas veias de uma ponta à outra e o calor que se fazia sentir não ajudava.  As minhas pernas tremiam por saber que ele estava atrás de mim. Que vontade de despir aquele casaco, desabotoar a camisa botão a botão e descobrir o que estava por baixo. Fechar as cortinas e beijá-lo, sem que no meio de tanta gente ninguém visse.  Foi-se embora. O calor mata-o eu sei, mas é a minha deixa para lhe dizer um olá diferente na expectativa que ele não volte. A merda é que voltou... a sorrir para os colegas com aqueles dentes brancos que se vêm a quilómetros, ele podia estar a sorrir na China que eu aqui conseguia ver, de qualquer maneira, não posso deixar-me intimidar, sentou-se do outro lado da sala. Podia-se ter sentado ao pé de mim, mas era muita pressão, toda eu ia tremer, suar, e querer, das duas umas, fugir ou deixar...

Simulação sexual

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Entrámos e lá estava ele sentado no topo da mesa, computador aberto, ar descontraído mas importante, prontinho para nos bombardear com perguntas. Primeira pergunta... era suposto eu responder, tinha o coração a sair-me pela boca quando o que devia mesmo sair eram as palavras. Merda não consigo dizer nada, sinto-me tão frustada, só pensava em tudo o que podia fazer naquela mesa de reuniões com ele mas não podia fazer nada com elas ali, o meu papel era responder às perguntas e torná-lo um potencial cliente. Do nada elas levantaram-se pediram licença e saíram, tinha-se esquecido do código. Fiquei pior do que já estava, como é que puderam deixar-me ali, sozinha, a olhar para ele e sem me sair uma palavra da boca. Respirei fundo, comecei a olhar para os papéis e as palavras começaram a surgir, ainda que tremidas. Estava encaminhada nas minhas respostas os nervos pareciam ter-se sucumbido, senti uma cadeira a mover-se e ele a caminhar na minha direção: - Verdadeiramente, podíamos sim...

Quente, muito quente!

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O fim de semana estava à porta, Leonor mal podia esperar que Vasco chegasse do trabalho para irem passar o fim de semana que ele tanto preparou em segredo.  “Preparada para o nosso fim de semana? Chego a casa dentro de dez minutos” dizia a mensagem que Vasco lhe tinha acabado de enviar.  “Não sei ao certo o que levar para vestir?!”, respondeu ela na tentativa de conseguir obter algum tipo de informação. “Prefiro ver-te sem roupa” “Engraçadinho. Vou levar um pouco de tudo” “Tu é que sabes ;) por mim não precisas de levar nada. Estou quase a chegar” Minutos depois toca o telefone - Estou?! – atendeu Leonor. - Estou aqui em baixo, podes descer. - Então e não levas roupa? - tenho tudo controlado! Leonor desceu, entrou no carro, deu-lhe um beijo no canto da boca, meteu o cinto e fingiu-se de amuada na expectativa de ele finalmente lhe dizer onde iam. Vasco apercebeu-se do jogo dela, colocou a mão por cima da perna dela e disse-lhe: - Boa tentativa amor,...

Garganta-funda

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Após horas a fazer amor, a luz do nascer do sol começou a entrar pelas cortinas. Levantei-me e disse-lhe que ia à casa de banho mas ele agarrou-me pelo braço e puxou-me para ele. - Conta-me o que sonhaste - pediu-me. Desatei a rir. - Não me deste tempo para sonhar. - Nesse caso, diz-me o que gostarias de ter sonhado, quem gostarias de ter sido, o que gostarias de ter feito. Parecia que estava na primária outra vez. Comecei, hesitante: - Sonhei que eras um estranho, que me contrataste para ir ter contigo a uma cidade tropical... não sabia o que querias de mim, mas eu entro no quarto e vejo... - Vês o quê? - Máquinas fotográficas, antigas e novas, por tudo quanto é sítio. Ele franziu o sobrolho intrigado e eu continuei. - Pedes-me que me dispa enquanto instalas um tripé. - E depois faço o quê? - perguntou-me ele, tenso, beijando-me um mamilo. - Dás-me jóias, dizes para me ajoelhar em cima da cama. Ofereço os meus seios às tuas lentes e acaricio-me. - E consegues? - perg...

Prazer feminino?!

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- Sou muito mais do que aquilo que sabes de mim - dizia-lhe Marcos. - Pois a mim pareces-me ser igual a tantos outros homens que por aí andam - disse-lhe Margarida - tu és mandão, gostas sempre de tudo à tua maneira, não te preocupas com os outros, só contigo. - É essa a imagem que tens de mim? - Pelo menos é o que trespassas. - Pois estás enganada. Preocupo-me bastante com os outros, principalmente com as mulheres. - Com as mulheres? - Sim, gosto que se sintam bem comigo. - Duvido. Não parece que te preocupes com a outra pessoa, seja a que nível for. - E porque é que não tiramos as dúvidas? - perguntou-lhe Marcos - Sempre quero ver isso. - Café, amanhã às 22h pode ser? - Por mim, tudo bem. - respondeu Margarida. Já estava perto da hora de se encontrar com Margarida. Marcos arranjou-se todo, saiu de casa e foi ter ao sítio combinado. Margarida começava a estar nervosa, nunca tinha pensado em estar com Marcos de maneira nenhuma. Não sabia o que esperar daquela noite....