Uma noite com Noel II

Eu adoro o natal, mas andar às compras com a minha sobrinha é impossível e, portanto, cá estou eu outra vez no centro comercial no meio da confusão instalada. Finalmente já tenho tudo, vou apanhar o autocarro para casa dos meus pais.
Já estou aqui há algum tempo, decido olhar para o relógio e reparo que é mais tarde do que aquilo que eu pensava, o último autocarro tinha sido há uma hora. Bonito! Não bastava ter estado enfiada num centro comercial o dia todo como agora perdi o autocarro. Nem estou a acreditar que isto aconteceu.
Agora vou passar a noite sozinha, os meus amigos iam viajar e fiquei sem bateria para ligar aos meus familiares. Ninguém merece! Amanhã, quando chegar a casa dos meus pais vou ouvir das boas. Decido caminhar até minha casa, mas no caminho, decido parar para comer alguma coisa. Vou a entrar no restaurante mais próximo e, está lotado! Não sei como é que cabe tanta gente num único sítio.
Decido dar meia volta e voltar para o shopping que, seja a que horas for, também está lotado. Escolho a loja com menos gente e, mesmo assim, fico meia hora na fila. Sento-me numa mesa ao lado de alguém que não conheço, como a minha comidinha e quando me vou a levantar, uma mulher com maus modos e apressada, empurra-me e eu vou contra a alguém que graças a deus me impede de cair de cara no chão.
- Descul… - começo a dizer, mas paro ao ver o par de olhos castanhos e jovens a olhar para mim. Estes olhos não me são estranhos - …pe.
Levanto-me e recomponho-me.
- Devia ter mais cuidado – diz de uma maneira sexy e gentil ao mesmo tempo.
Olhos para os seus cabelos pretos, olhos castanhos e, imediatamente, vem-me à memória de onde é que o conheço. Arregalo os olhos com a possibilidade. Não pode ser!
Levo uma cotovelada de um homem que passa por mim apressado.
- Mas que porra! – reclamo passando a mão pelo ombro.
- Pelos vistos o seu dia não está a correr muito bem.
- Nem faz ideia!!! – lamentando-me e pensando que a esta hora podia estar reunida com a minha família.
Puxa-me o braço e começa a andar fazendo-me caminhar ao lado dele.
- Bom, talvez a noite possa melhorar. Já deixaste o sapatinho na janela para que o pai natal te encontre e te dê um presente? Posso tratar-te por tu? – pergunta num tom divertido e quando olho vejo um pouco de malícia no seu olhar.
- Não é debaixo da árvore que ele costuma deixar? – pergunto entrando na brincadeira.
- Depende do presente que é pedido – fala piscando-me o olho.
Não, é só impressão minha. Ele não está a flertar comigo.
- Bem, acho melhor ir indo – digo-lhe
- Estás de carro? – pergunta-me
- Não, não tenho carro.
- Eu dou-te boleia então.
Ahn? Como? WTF? Ele é um maníaco só pode, vai dar-me boleia e depois mata-me.
- Não é preciso, obrigada – digo-lhe parecendo uma doida.
- Não te vou matar podes ficar tranquila – diz-me como se me lesse os pensamentos.
- O quê? Eu sei que não, ora essa. Nunca me passaria isso pela cabeça.
- Estás com os olhos arregalados, assustada e a um passo de sair a correr a gritar por socorro. Será que tenho mesmo cara de bandido? – pergunta rindo-se.
- Não, não tens – respondi imediatamente. Na verdade, tem mais cara de modelo do que de qualquer outra coisa. Mas isso não quer dizer nada.
- Sabes? Queria-te encontrar desde aquele dia, mas desapareces-te e nunca mais te vi – diz-me
Engulo em seco. Não estava errada. É mesmo o filho natal.
- Não estou a perceber – digo-lhe fazendo-me de inocente
- Tens a certeza? – pergunta-me enquanto me olha da mesma maneira com que me olhou ontem.
Agarra-me e leva-me em direção ao carro dele. Não devia estar a fazer isto. Num carro de um desconhecido, parada no trânsito, a caminho de minha casa. Mas é mesmo isto que estou a fazer.
Ele é lindo, simpático, divertido e sexy até ao último fio de cabelo. Só de olhar para ele já sinto vontade de beijá-lo, explorar o seu corpo com a minha língua….
- Porque é que estás a olhar assim para mim? – pergunta-me
- Assim como? – ups, fui apanhada.
- Como um cãozinho a olhar para um osso – responde e solta uma gargalhada.
Sinto o sangue a subir-me para as bochechas. Que vergonha!
Ele para de rir ao ver o meu constrangimento.
- Relaxa. Só estou a brincar – diz – olhar-te-ia da mesma forma, mas não quero correr o risco de causar um acidente no trânsito ou num outro lugar.
Abro a minha mala para ver o meu telemóvel, mas lembro-me que está sem bateria. Olho para o banco ao lado onde o filho natal está sentado e vejo que as suas calças estão com um volume um pouco diferente do normal. Não que eu saiba qual é o volume das suas calças normal, mas, de facto, aquilo está estranho. Espero mesmo que ele não seja um psicopata lindo e excitado que me queira levar para um lugar estranho e violar-me. Vendo bem, da maneira que o trânsito está não me leva para lugar nenhum.
Passado algum tempo, chegámos ao prédio onde moro.
- Não era preciso, mas obrigada pela boleia. Um feliz natal para ti – digo, indo com a mão em direção à porta quando ele me segura o braço – que foi?
- Enfrento este trânsito caótico e a única coisa que recebo é um obrigado? – puxa-me o rosto para perto do dele e cola os seus lábios aos meus antes que eu pudesse sequer responder.
Tento afastar-me, mas ele não me larga em momento algum. Acabo por me deixar levar e deixar o beijo seguir. O beijo vai-se intensificando e começo a sentir a mão dele a descer pela lateral do meu corpo até chegar à bainha da minha saia.
Paro-o imediatamente.
- Que foi? – pergunta
- Tenho de subir – digo enquanto me preparo para abrir a porta.
- Posso subir contigo?
- Não – demorei, mas respondi.
- Por favor. Não sei o que tens, mas quero-te – diz-me com voz rouca. Pega na minha mão e leva-a ao volume das suas calças – vê como é que me deixaste sem me tocares. Só consigo pensar em foder-te, de sentir o meu pau dentro de ti.
Tento controlar a minha respiração, que começa a acelerar.
- Tens a família em casa – pergunta-me.
Balanço a cabeça, negativamente.
- Não há nada que te impeça então, a não ser… tu já..? – diz de olhos arregalados.
- Claro que já. Não é isso, é só que…
- Não queres.
- Nada disso. É que.. nem te conheço caramba.
- Vamos conhecer-nos.
Rendo-me e deixou-o subir.
Sinto arrepios por todo o meu corpo e deixo os bons modos de lado. Nem quero saber se alguém pode entrar ou não no elevador. Este filho natal está a deixar-me louca. Meto a mão por dentro da sua camisa e passo as unhas pela sua pele. O elevador abre-se e nós saímos, agarrados até à minha porta, onde perco algum tempo até encontrar a chave para a abrir.
Quando finalmente abro, ele empurra-me, fecha a porta com o pé fazendo um grande estardalhaço. Beija-me como me beijou no carro, desce as mãos até à minha coxa e aperta-a por baixo da saia. Subo as mãos até à sua nuca e prendo o seu cabelo com os meus dedos, aproximo a minha cintura da dele e sinto a sua ereção.
Ele leva a mão que estava na minha coxa até à parte da frente da minha cuequinha e passa dois dedos por cima do tecido fino, que está completamente molhado. Ele solta um gemido – estás todas molhada para mim – diz com os lábios ainda nos meus e chega a cuequinha para o lado, passando o dedo no meu clitóris.
Fico ainda mais excitada ao sentir o dedo dele a percorrer o meu ponto mais sensível e não consigo conter um gemido. O dedo dele começa a esfregar o meu clit, deixando-me completamente zonza e entregue. Ele afasta-se um pouco, olha-me nos olhos enquanto continua a movimentar o seu dedo. Fico meio constrangida por ele estar a observar-me, tento desviar o olhar, ele segura o meu rosto e não me deixa virar, enfia dois dedos em mim e faz-me gemer ainda mais alto, penetrando-me com o olhar.
Uau! Isto é excitante!
Ele começa a mover os dedos dentro de mim e a estimular o meu clit, o que me deixa completamente excitada e deixo o orgasmo consumir-me.
Seguro-me nele para não cair, pois as minhas pernas estão bambas e o meu corpo ainda está com os sintomas do orgasmo.
Ele pega-me ao colo e deita-me no sofá, puxa-me a saia e as cuecas para baixo, tirando-as. Nem tenho tempo de dizer seja o que for. Ele abre-me as pernas e começa a estimular-me com a língua. Agarro o cabelo dele com as mãos e arqueio um pouco a cintura em direção ao seu rosto, enquanto ele faz o melhor sexo oral que já recebi. Enquanto a língua faz o seu trabalho as mãos dele sobem até ao meu peito apertando-o.
- Aaaah! – grito, mergulhando noutro orgasmo depois de senti-lo a puxar o meu clitóris com os dentes.
A minha respiração está irregular, os tremores ainda percorrem o meu corpo e, no meio disto, ele agarra-me pela blusa e rasga-a.
- Ups, desculpa – desculpa-se, mas não me convence, pois, o olhar dele mostra-me que era exatamente aquilo que ele queria fazer.
Desço as mãos até às suas calças e aperto o seu membro por cima dos boxers. Ele ajuda-me a tirar-lhe as calças, eu empurro-o com cuidado para não cairmos no sofá e fico por cima dele. Tiro-lhe os boxers e seguro-o no pau que está totalmente ereto. Passo a língua por ele, demorando-me um pouco mais na cabecinha, e meto-o todo na boca até quase me engasgar. Ouço-o a gemer e vou afastando a boca lentamente. Ele empurra a minha cabeça fazendo com que o seu membro fique todo dentro da minha boca outra vez e começo a chupá-lo. Primeiro devagar e depois aumentando o ritmo e a força nos lábios.
Ele agarra o meu cabelo com as mãos e diz:
- Vou-me vir.
Aperto os lábios ao redor do seu sexo e alguns segundos depois sinto o líquido quente na minha boca. Engulo e lambo o seu sexo antes dele me puxar e de me dar um beijo faminto.
- Vou-te foder até perderes a consciência. E quero ouvir-te gritares o meu nome enquanto te vens – fala num tom de voz baixo, rouco e sexy, baixando-se e tirando um preservativo do bolso das calças.
Engulo em seco, tento controlar o desejo que se apoderou de mim depois de o ouvir e observo-o a colocar o preservativo quando me lembro que não nos conhecemos.
- Nem sei o teu nome – digo-lhe
Ele sobe para mim, tira-me o soutien, olha-me nos olhos e diz-me:
- Eu também não sei o teu – fala passando os dedos pelos meus mamilos.
- So-sonia – gaguejo, enquanto lhe tento dizer o meu nome.
Ele segura o meu mamilo e gira-o um pouco, apertando-o.
- E eu posso passar a noite contigo Sónia? – pergunta-me
- O teu nome… - digo, tentando não me deixar levar pelos seus dedos que provocam os meus mamilos.
- O meu nome – começa a falar, aproximando-se do meu ouvido – É Noel. E este – faz uma pausa e enfia o seu sexo com força dentro de mim – é o teu presente de natal.

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