Caminhos apertados

Lembro-me como se fosse ontem.
Era noite de Halloween e todos estávamos vestidos a rigor para a mega festa que ia haver, chegámos e o que era para ser mega rapidamente se tornou uma seca.
Estávamos famintos e ali não havia nada para comermos. Decidimos ir até ao café que tínhamos a certeza que estava a aberto. Quando lá chegámos, tínhamos aquilo por nossa conta, fizemos o nosso pedido e o dono muito pacientemente lá nos atendeu aquelas horas da noite.
- Mordes? - perguntou-me o dono do café, ao ver que estava vestida de vampira é que até tinha uns dentes para completar a fantasia.
- Só se pedirem - respondi-lhe.
Sorriu. E foi preparar os nossos pedidos.
‘Que raio tinha sido aquilo’ pensávamos todos.
- Está a fazer-se ao piso - disse-me o Miguel
- Está, está, vamos lá ver se não escorrega.
Fizemos o que tínhamos a fazer e fomos embora. Passado pouco tempo de já estar no quentinho da minha cama o telefone toca:
- Estou?!
- Mordes-me? - diz a voz do outro lado.
Paniquei e desliguei o telemóvel. Que tarado, pensei. Afinal, o Miguel deu-lhe o meu número.
No dia seguinte, fui beber café, e antes de ir deixei um recado num papel que dizia “É essa a tua maneira de me dizer que me queres comer?”
Não apareci o resto da semana. Estudava a cerca de 200km dali.
Ligou, ligou, ligou e eu nada.
Fim de semana seguinte e lá fui eu passar o fim de semana a casa. Fomos beber café ao sítio do costume, assim que pousou os olhos em mim, os olhos brilharam, parecia uma criança a quem lhe tinha sido dado um brinquedo novo.
- Bebes um shot comigo depois de fechar.
- Sim bebo - respondi. Vamos lá jogar este jogo.
- Assim que fechar ligo-te.
E assim foi.
Estivemos horas e horas na conversa e, do nada, levantou-se, agarrou-me, sentou-me em cima de uma mesa e beijou-me.
- Não te metas por caminhos apertados - disse-lhe
- Os apertados são os melhores - voltou a beijar-me.
Levou a mão até à minha cintura e começou a subi-la por baixo da minha camisola até ao meu seio. Travei-o. Conseguia sentir a ereção dele na minha perna.
- Não disse que queria - disse-lhe
- A tua respiração e os teus batimentos cardíacos falam por ti.
Porra! Não era justo. Apanhada pela respiração.
Voltou a por a mão por baixo da minha camisola, chegou aos meus seios e começou a brincar com os meus mamilos como se fossem joysticks e a beijar-me o pescoço. Começava a sentir-me molhada com o que me estava a fazer. O corpo dele desceu até ficar de joelhos, tirou-me as calças e começou a masturbar-me com a língua, movimentos circulares, suaves e quando eu já me contorcia toda, aumentou a velocidade da língua e juntou um dedo ao meu calor até eu atingir o orgasmo.
Levei as mãos até às calças dele, comecei a masturbá-lo e, quando senti que ele se estava quase a vir, parei.
Vesti-me e disse-lhe:
- Eu disse-te para não te meteres por caminhos apertados! Vais ter de te esforçar mais para chegares aos finalmente.
Virei costas e saí!

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