Amén!!




Andar de mãos dadas, festas na cara, mordida no lábio, beijo na testa, apelidos carinhosos... Assim podíamos resumir todos os bons relacionamentos. Mas não, este não é o momento de confundirmos tesão com amor. E escusam de vir com aquela conversa de que só fazem amor não sexo e... bla.. bla.. bla...

Invés disso, senta-te confortável, pega numa cerveja e vamos "conversar".

Não há nada mais idiota do que tentar polarizar a experiência afetiva. Nós somos bastante simples, umas vezes fazemos amor, noutras fodemos, outras comemos e somos comidos e, só assim, temos a possibilidade de sermos imensamente felizes, nem que seja por um momento ou dois.

Não somos menos humanos por isso, nem somos melhores ou piores; essa mania de se pôr regras em tudo, saber o que se pode e o que não se pode, é coisa de gente mesquinha. Tudo o que se passa na cama depende do timing, do desejo, da disposição, não de regras e, vejam só que irónico, o mesmo vale para as relações amorosas e fora delas.

Eu, pessoalmente, acredito no corpo, acredito na nudez, o que não significa superficialidade e descanso com os sentimentos. Acredito no corpo porque é nele que os sentimentos habitam, é através dele que se manifestam.

Essa divisão entre amor e sexo é, no mínimo, desmotivador, o tipo de coisa que só um intelectualzinho frustrado e um zen-budista-xamã-transcendental tem prazer de fazer. Pura masturbação mental (ou metafísica, no caso do segundo tipo).

Tanta coisa para fazer, tantas partes do corpo para experimentar com a língua, com as mãos, com os dedos e, há gente que ainda prefere perder tempo a discutir o que fica bem e o que fica mal em vez de sentirem e fazerem o que têm vontade.

Sexo não é política, porra!!

Talvez o segredo esteja em encarar cada gemido com a mesma intensidade que encaramos um elogio fofinho. Sou capaz de trocar qualquer "linda" por uma palavra obscena sussurrada ao ouvido.

Cá entre nós, se existe um território neutro nesta guerra entre instintos e sentimentos, esse lugar é na cama. Lá, os tratados de paz são selados com suor, saliva e pele. É lá que se fazem tréguas e alianças, é lá que sentenças são dadas. Na cama, qualquer conflito acaba quando os corpos entram em atrito. Dois lados de uma mesma moeda, duas notas da mesma melodia,

Em vez de ficares preocupada a pensar que ele só quer ir para a cama contigo, quando é isso que tu também queres, pensa que... Se for amor, Amén; se for tesão, também.

Afinal, o corpo (e o coração que está dentro dele) é de quem?

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