Inevitável

Abriu a porta, deu um passo para entrar e deparou-se com ela. Estava sentada numa cadeira alta, a escrever no seu pc tão concentrada que nem notou a presença dele.
Entrou, sentou-se num sofá, afastado dela mas de frente para ela.
Ela levantou os olhos, chamou a empregada e continuou sem reparar que ele estava ali.
- Um mocaccino, por favor.
A empregada afastou-se e os olhos dela cruzaram-se com os dele. Sorriram. Ele levantou-se para a ir cumprimentar.
- Estás sozinha? - perguntou-lhe.
- Sim - disse-lhe ela reticente.
- Importas-te que me sente aqui?
- Não, é na boa!
Sentou-se de frente para ela e o olhar dele não desgrudava. Já se tinha esquecido do quanto gostava de olhar para ela e, especialmente, do quanto ela era bonita. Ele admirava-a mas para ela era como se ele não estivesse ali. O pedido dela chegou e, finalmente, ela fez uma pausa e ele pôde meter conversa com ela.
- Tinha saudades de te ver - disse-lhe.
- Da última vez que procurei saber como estavas não correu bem - disse ela friamente.
- Isso já passou.
- Fala por ti!
Ele estava a ser desprezado e não queria. Ele queria que ela senti-se a sua presença e que a fizesse sentir o que em tempos ela sentiu. Levantou-se, puxou uma cadeira para o lado dela e sentou-se. Deu-lhe um beijo na cara e perguntou-lhe:
- Tiveste saudades minhas?
Ela olhou para ele como quem diz 'estás a gozar com a minha cara?', ele aproveitou e beijou-a.
Ele fechou-lhe o pc, arrumou as coisas dela, levantou-se, agarrou-a por um braço, foi à receção pedir a chave do quarto de um amigo que ali estava alojado e subiram.
Ele abriu a porta, deitou-a na cama e beijou-a.
- Pára! - disse-lhe ela.
- Porquê?
- Não quero que a minha primeira vez seja contigo.
- Porque não? Nós gostamos um do outro, temos química, conhecemo-nos...
- Porque fomos um erro, lembras-te? Não quero que isto seja um erro também.
- Já não há nada nem ninguém que nos impeça. Não será um erro. Se tu quiseres somos dois a querer.
Ela olhou para ele e não disse nada, ele continuou:
- Diz-me agora mesmo que não e eu deixo-te ir.
Ela não disse nada e beijaram-se.
Ele começou a tirar-lhe a camisola ela seguiu-lhe os movimentos e tirou a dele.
Ele tirou-lhe as calças e deu-lhe um beijo na barriga. Ela começou a desabotoar-lhe as calças mas ele parou-a. Agarrou nas mãos dela e prendeu-as por cima da sua cabeça e beijou-a. Tirou-lhe o soutien e mordeu cada um dos seus mamilos. A respiração dela começou a ficar acelerada. Ele espalhou beijos pelo corpo todo dela e o último deixou-o por cima das suas cuecas.
Tirou as calças, olhou-a nos olhos e disse-lhe:
- Prometo ser meigo!
Ela levantou-se, beijou-o e o corpo dele caiu sobre o dela. Levou uma mão ao sexo dela e sentiu-a pronta para o receber. Encostou o sexo dele ao dela e foi penetrando-a devagarinho. Ela soltou um pequeno gemido de dor mas, mais ainda, de prazer.
Foram-se explorando um ao outro devagarinho e, quando estavam praticamente prontos para atingir o clímax, ele aumentou a velocidade das suas penetrações e vieram-se os dois.
Ela adormeceu no peito dele.
Ele tinha um sorriso parvo no rosto, ficou a olhar para o teto ainda sem saber distinguir a realidade do sonho.
Depositou um beijo na mão dela e adormeceu.

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