Quando o pecado mora ao lado
Sinto-me só,
abandonada, carente, sem saber que rumo tomar à minha vida, preciso de
respostas, de sentar-me em silêncio, refletir e tomar uma decisão. Acabo de
entrar num espaço que acho me permite estar a pensar na vida com toda a calma e
tranquilidade que necessito, uma igreja.
Longe de imaginar
o que iria acontecer, entro, reparo que está mais alguém ali, sento-me no
quinto banco a contar do altar e fico ali de olhos fechados à espera que se
faça luz na minha cabeça, fico assim cerca de quinze minutos, até ser interrompida
pelo responsável pela abertura e fecho da igreja que me avisa que dentro de uma
hora vai fechar, agradeço, volto a fechar os olhos e continuo a minha reflexão.
Dez minutos
depois sinto movimentos no banco onde me encontro abro os olhos e vejo que a
pessoa que estava cá inicialmente agora está sentada ao pé de mim.
- Boa tarde –
diz-me ele.
Mas que ele,
moreno, olhos azuis, lábios grossos, um físico invejável, um homem que nenhuma
mulher se cansa de olhar.
- Boa tarde –
respondo. Sinto-me corar ligeiramente, como não o fazer? O homem é lindo de
morrer.
- Se estiver a
incomodar posso sair – diz ele com um sorriso nos lábios
- Não me
incomodas, fica à vontade – digo-lhe, sinto que as minhas palavras saem tremidas.
Vejo a colocar os
cotovelos sobre os joelhos, a inclinar a cabeça e a fechar os olhos. Deve estar
a rezar, penso. Uma vez que só ali estou em busca de respostas tento sair ao de
leve do banco quando sinto a mão dele no meu tornozelo nu.
- Não precisas de
ir, podes ficar, quero a tua companhia mesmo que não te conheça.
Olho para ele
sorriu, o olhar dele é brilhante e misterioso. Volto a recompor-me no meu lugar
e continuo a minha meditação.
Todo o meu corpo
está a tremer, quente, há algo dentro de mim que dá pulos de excitação por
estar tão perto daquele homem. Controla-te, estás numa igreja, penso.
A minha perna
começa a tremer e sinto a mão dele outra vez no meu tornozelo. Paro. A mão dele
acaricia a minha perna para cima e para baixo até às minhas coxas. Começo a
sentir-me corada e a minha respiração começa a acelerar, estou a suar. Ele
levanta-se, senta-se ao pé de mim, mete a mão em cima do meu joelho, não lhe
digo nada, meto a mão em cima do joelho dele e aperto com força, acho que ele
considera um sinal de aprovação. A mão dele que está no meu joelho começa a
subir pela minha coxa, os dedos dele estão entre as duas coxas e com um
movimento que ele faz com o dedo indicador eu afasto ligeiramente a outra
perna. Ele continua a acariciar-me a perna para cima e para baixo, para com um
dedo no meu sexo e anda com ele para cima e para baixo, sente-me molhada.
Quero-o ali.
Começo a
contorcer-me no banco, ele aumentava a velocidade com que movimenta o dedo no
meu clitóris por cima das minhas cuecas.
Subo até ao cimo
das calças dele e sinto-o duro, começo a massajá-lo por cima das calças,
desaperto o botão e o fecho, enfio a minha mão por dentro das calças dele e
começo a senti-lo.
Olho para o altar
e olho para ele. Ele olha para mim, olha para o confessionário e volta a olhar
para mim. Abano a cabeça. Levantamo-nos e vamos até lá.
Devemos ter cerca
de meia hora.
Sento-me no
confessionário ele ajoelha-se entre as minhas pernas, tira-me as cuecas, começa
a dar-me mordidas ao de leve nas coxas e de repente lambe-me o sexo. Agarro no
cabelo dele e empurro mais contra mim, sinto a língua dele aos círculos no meu
clitóris. Ele enfia-me dois dedos e continua a massajar-me com a língua. Parou.
Levantou-se,
pegou na minha cabeça e beijou-me, tirou o pau dele para fora e penetrou-me
mesmo ali. Entrava e saía devagarinho.
Já não temos
muito tempo.
Aumenta a velocidade
com que me penetra, um vai e vem muito intenso, solto um pequeno gemido e, para
que não sejamos ouvidos ele tapa-me a boca com a boca dele.
O vai e vem dele
está cada vez mais rápido, sinto o polegar dele a fazer movimentos circulares
no meu clitóris com a mesma velocidade com que me penetra.
Estou quase a
vir-me, agarro os braços dele com força.
Ele pergunta-me:
- Vais-te vir?
Abano a cabeça
dizendo-lhe que sim. Ele sai dentro de mim levanta-me o vestido, deixando a
minha barriga à mostra e vem-se lá para cima, enquanto me venho também.
Dá-me um beijo na
testa, tira uma caneta do bolso das calças, escreve o número dele na mão, sem
nome nem nada. Veste-se e sai. Espero um minuto, arranjo-me, visto cuecas, saiu
do confessionário, viro-me para o altar, inclino a cabeça e viro costas em
direção à saída.
Que Deus me
perdoe.
Amén!

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