Na toca do lobo
Para variar, já
passa da meia noite, da uma da manhã, melhor dizendo, das duas da manhã e aqui
estamos nós, envolvidos no barulho do silêncio que nos rodeia, este lugar tem
tanto de público como de privado, apenas as paredes são testemunhas do nosso
pecado.
Olho para ti, já
acabaste de fumar esperas que termine o meu cigarro, mas estás tão impaciente
que te vais aproximando aos poucos. Começo a sentir as tuas mãos a tocar-me nas
pernas, tremo, quero-te tanto, mas és tão errado.
Terminei o meu
cigarro, mal o pousei e tu puxas-me para ti como se dependesses do meu corpo
para respirar. Começas a beijar-me, sinto-te a percorrer o meu corpo com as
mãos e eu não tenho reação, só consigo respirar e disfrutar do momento. Tens a
escola toda, sabes exatamente onde me tocar, como me tocar, o que vou sentir
quando tocares.
Continuas a
beijar-me, tão intensamente, que até parece que estamos apaixonados. Sentas-me
em cima de ti, de costas para ti e continuas, começas a deixar-me molhada e
consigo sentir-te todo, ainda que, tudo em mim esteja dormente. Sinto-me num
êxtase total, levantas-me e sentas-me em cima da mesa, não consigo sentir as
pernas.
"Por favor,
faz uma pausa, vai ver se está tudo bem lá fora e depois regressa, preciso de dois
minutos para respirar".
Regressas-te,
beijas-me e a tua boca sabe a mentol.
Começas a
tirar-me a camisola. Repito o gesto e tiro-te a camisa, botão a botão muito
lentamente, não queremos correr o risco de deixar provas.
Estão,
praticamente, dois graus lá fora e os nossos estão quentes, muito quentes.
Continuas a beijar cada pedaço da minha pele, do meu corpo, é o que mais gostas
de fazer. Sinto-te cada vez mais duro, começo a desapertar-te o cinto com
calma, não vás tu arrepender-te.
Não há espaço
para arrependimentos, ao mesmo tempo que te tiro o cinto, tens as tuas mãos nas
minhas calças. Desaperto-te o botão, corro o fecho e a minha mão desliza por
dentro das tuas calças enquanto tu tiras as minhas.
Estamos a
meter-nos por caminhos apertados!
(continua)

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