Bis in idem
César conhecia a fama de Júlia, embora ela não soubesse disso. Sabia que ia para a toca da loba quando tocou à campainha. Ela não sabia como é que ele a conhecia, nem quem era o elo entre os dois. César estava ali porque apostara que a conseguia conquistar. Ela acha que ele era só mais um submisso iniciante, não desconfiava do passado, dos conhecimentos e muito menos das intenções. Ele sabia que a maior fraqueza dela era a vaidade e usaria isso a seu favor. Júlia levantou-se do sofá e dirigiu-se até à varanda para fumar um cigarro. - Tira a roupa – disse ela a César, não como um pedido, mas sim como uma ordem. César obedeceu, tirou a roupa com naturalidade, ficando apensas de boxers e dirigiu-se até à varanda. A noite estava fria, cerca de doze graus o que fez com que César se arrepiasse, ainda assim, continuava com um rosto sereno, tranquilo, como quem não se importava com a situação. Ele não era menino de desistir no primeiro desafio. Júlia olhou-o de cima abaix...