Quando o pecado mora ao lado
Sinto-me só, abandonada, carente, sem saber que rumo tomar à minha vida, preciso de respostas, de sentar-me em silêncio, refletir e tomar uma decisão. Acabo de entrar num espaço que acho me permite estar a pensar na vida com toda a calma e tranquilidade que necessito, uma igreja. Longe de imaginar o que iria acontecer, entro, reparo que está mais alguém ali, sento-me no quinto banco a contar do altar e fico ali de olhos fechados à espera que se faça luz na minha cabeça, fico assim cerca de quinze minutos, até ser interrompida pelo responsável pela abertura e fecho da igreja que me avisa que dentro de uma hora vai fechar, agradeço, volto a fechar os olhos e continuo a minha reflexão. Dez minutos depois sinto movimentos no banco onde me encontro abro os olhos e vejo que a pessoa que estava cá inicialmente agora está sentada ao pé de mim. - Boa tarde – diz-me ele. Mas que ele, moreno, olhos azuis, lábios grossos, um físico invejável, um homem que nenhuma mulher se cansa de...